Você deveria ter dito;
Quando teve a chance.
Me empalou na cabeça de um alce.
E o cheiro forte do teu acetona.
Ainda revira meu estômago.
Atrás de alguma prova.
Que te dê razão.
Você deveria ter organizado as cadeiras.
Costurado os birôs.
Mas tudo ficou tão exposto.
Que eu quase não te vi.
Lavei minhas mãos.
Com álcool.
E as tuas com leite.
De Soja.
Cobri teu corpo.
E o teu discurso.
Mas deixei sua palavra morrer.
Me escondi em teu útero morto.
Prolapso.
Me sobrou o discernimento.
Das minhas dívidas ao seu respeito.
Eu contemplei tua derrocada.
Urinei em tuas feridas.
E no fim quase não sabia.
Se eu estava falando de você.
Ou de mim.

Nenhum comentário:
Postar um comentário