Natimortos que padecem sobre os vermes que lhe cortejam,
desde sempre.
Somos aquilo que nunca seremos.
A existência é não existência por excelência.
O sentido nonsense de ser algo.
Arrastados em penhascos mortais, assim, até que a espada ártica de lava nos atravesse.
E faça sangrar em deleite harmônico.
Sucumbirmo-nos em pragas que nos recriam.
Arrancando-nos os olhos para que possamos enxergar.
Penetrando-nos os ouvidos, em estupro, até que rompa nossos canais auriculares e faça-nos ouvir.
Desmembrando-nos em cortes assimétricos em sal de churrasco para que possamos andar.
Somos fetos, órfãos, vomitados e acolhidos em cobertores de lã vermelho.
Suturados e costurados com linha de croché.
Acolhidos por Suas mãos furadas e atravessados por sopros paternais.
Temperados em nuvens brancas e molhados em chuvas fininhas de fim de tarde.
Só precisamos disso.
Mas O seguimos em caravanas que fazemos à nós mesmos.
Crendo, ainda, sermos àquilo que Ele foi pra nós.
Assassinamos-Vos, continuamente, e ainda nos enxergamos como Seus salvadores.
Engolindo-nos em vômitos arrogantes e autossuficientes que autodeclaramos ser.
Descrevendo-O em linhas epitáfinianas o que julgamos ser o que, aqui, já nem é mais.
Somos a mão do coveiro solitário que O escreve em lápide, personifica e crava os dentes em seu liquido sinovial.
Desfazendo-o em corpo.
Enquanto só precisaríamos vivencia-Lo, redigimos cartas narcisistas, pintamos quadros e escrevemos peças em estante ruída por cupins.
Tentando escrever na epiderme, com tinta que não marca.
Não somos o órfão que mata o pai, pois o Pai não morre.
Matamos a nós mesmos.
Em genocídio univitelino, para que o Pai em Sua bondade,
ressuscite-nos.
Somos aquilo que nunca seremos.
A existência é não existência por excelência.
O sentido nonsense de ser algo.
Arrastados em penhascos mortais, assim, até que a espada ártica de lava nos atravesse.
E faça sangrar em deleite harmônico.
Sucumbirmo-nos em pragas que nos recriam.
Arrancando-nos os olhos para que possamos enxergar.
Penetrando-nos os ouvidos, em estupro, até que rompa nossos canais auriculares e faça-nos ouvir.
Desmembrando-nos em cortes assimétricos em sal de churrasco para que possamos andar.
Somos fetos, órfãos, vomitados e acolhidos em cobertores de lã vermelho.
Suturados e costurados com linha de croché.
Acolhidos por Suas mãos furadas e atravessados por sopros paternais.
Temperados em nuvens brancas e molhados em chuvas fininhas de fim de tarde.
Só precisamos disso.
Mas O seguimos em caravanas que fazemos à nós mesmos.
Crendo, ainda, sermos àquilo que Ele foi pra nós.
Assassinamos-Vos, continuamente, e ainda nos enxergamos como Seus salvadores.
Engolindo-nos em vômitos arrogantes e autossuficientes que autodeclaramos ser.
Descrevendo-O em linhas epitáfinianas o que julgamos ser o que, aqui, já nem é mais.
Somos a mão do coveiro solitário que O escreve em lápide, personifica e crava os dentes em seu liquido sinovial.
Desfazendo-o em corpo.
Enquanto só precisaríamos vivencia-Lo, redigimos cartas narcisistas, pintamos quadros e escrevemos peças em estante ruída por cupins.
Tentando escrever na epiderme, com tinta que não marca.
Não somos o órfão que mata o pai, pois o Pai não morre.
Matamos a nós mesmos.
Em genocídio univitelino, para que o Pai em Sua bondade,
ressuscite-nos.

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