4.7.12

Sim


O altar estreita-se.
Para que encontros sagrados o atravessem.
Atravessem o templo a tempo de encontraram-se.
Encontrar.
Teus olhos, teu sorriso, teu querer e o meu.
Tuas asas que repousam, escondem-se atrás do teu véu.
Poesias que escrevem-se, e gravam-se nos nossos pulsos.
Nos nossos.
O dia que entardece para que a vida, enfim, possa nascer.
A nossa vida.  A tua. A minha.
Comungarei de você, e você de mim.
Até que nosso desejo seja desejo, e assim que seja.
Seremos. Serenos que nos abençoam.
Permitirei que o nosso querer nos tome. E nos faça um só.
Como assim também o permite. O concede.
O teu primeiro passo em minha direção. Teus olhos fixos nos meus.
Universos de caramelo, oceanos de mel.
Os teus  olhos fixos nos meus.
A canção que ensaiamos. O acaso.
Ao acaso ? Quem sabe.
Em tantos encontros, que o nosso encontro perpetue.
Como a canção que teço. Terços que te trago.
Presenteio-te com as noites que nos aqueceremos.
Enquanto a tua voz,  me leva à impérios celestes.
E eu a retribuo :
- “ Sim”. Eu serei teu. Enquanto formos um só. Seremos poesia. Serei você, e você, eu.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Arquivo-me